O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) aderiu ao Pacto contra a Desinformação nas Eleições 2026.
A iniciativa, coordenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), reúne instituições para fortalecer a ética, a transparência e a legitimidade do processo eleitoral.
O evento ocorreu nesta sexta-feira (3) no Plenário Fernando Ribeiro Franco, na sede do Tribunal, em Aracaju.
O procurador-chefe do MPT-SE, Márcio Amazonas, considerou louvável a iniciatia que agrega todos os órgãos do sistema do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, polícias. “É uma honra fazer parte dessa teia protetiva do direito mais básico do cidadão, que é o direito de exercer sua cidadania, o direito do voto”, disse.
O principal objetivo da iniciativa é unir forças entre diversas instituições sergipanas para garantir a ética, transparência e legitimidade do pleito deste ano e combater a disseminação de notícias falsas e conteúdos enganosos que possam comprometer o processo democrático.
Tiva Vera
Como forma de atuar no enfrentamento às Fake News, o TRE-SE criou a personagem virtual “Tia Vera”, que por meio de histórias curtas busca conscientizar a população sobre como lidar com a desinformação nos grupos de família e amigos.
A Tia Vera foi criada nas eleições de 2022, para dialogar com a população e combater a desinformação de maneira simples.
“Em 2026, a Tia Vera ganhou uma nova dimensão, além de continuar atuando no enfrentamento às notícias falsas, tornou-se a personagem virtual do TRE, levando informação à sociedade sobre os mais diversos temas de interesse público e aproximando ainda mais a Justiça Eleitoral das pessoas”, disse a juíza membro do TRE-SE e presidente da Comissão de Enfrentamento à Desinformação, Brigida Declerc Fink.
Palestra
Além da assinatura do Pacto, o evento contou com uma palestra com o tema “O Papel da Imprensa no Combate à Desinformação nas Eleições”, ministrada pela jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Priscilla Bittencourt.
“Hoje a gente se depara com algo que é o prolongamento da verdade, uma verdade paralela, que é a pós-verdade. A gente passa a ter o questionamento sobre algo que parecia absoluto. A pós-verdade estimula o pensamento: “eu acredito, logo, eu estou certo”. Embora pareça ser um comportamento inofensivo, é uma avalanche que coloca em xeque as nossas principais instituições democráticas e, principalmente, coloca em xeque o trabalho de nós, os jornalistas”, analisou a jornalista.
(Com informações e imagem do MPT)








