Mais de 400 candidatos estarão nas urnas em Sergipe nas eleições de 2026 para disputar 35 vagas nos Poderes Executivo e Legislativo.
O eleitorado sergipano, formado por 1.740.240 pessoas aptas a votar, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), escolherá um governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais.
Os números dão a dimensão da disputa: são 139 candidatos a deputado federal para oito vagas na Câmara, uma média de quase 17 candidatos por cadeira.
Para a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), são 220 candidaturas para 24 vagas, o equivalente a pouco mais de nove candidatos por cadeira.
A corrida pelo Senado reúne 11 nomes para duas vagas, enquanto seis candidatos disputam o Governo do Estado.
O número de eleitores aptos corresponde a uma parcela expressiva da população sergipana.
No último Censo Demográfico, realizado pelo IBGE em 2022, Sergipe tinha 2.210.004 habitantes. O IBGE estima que a população estadual tenha chegado a 2.299.425 habitantes em 2025.
Mulheres são 39% das candidaturas
Apesar do número expressivo de candidaturas, a participação feminina ainda é menor. As mulheres representam 39% dos registros, enquanto os homens correspondem a 61%.
A desigualdade fica ainda mais evidente nas disputas majoritárias. Entre os seis candidatos ao Governo de Sergipe, há apenas uma mulher: Taty Cristina de Jesus.
No Senado, a presença feminina também é minoritária. Dos 11 candidatos registrados, apenas uma é mulher: Renatinha.
A participação feminina aumenta nas chapas para vice-governador. Três mulheres concorrem ao cargo: Izaltina Quilombola, Priscila Felizola e Suely Barreto.
Eleitor terá mais de um mês para definir o voto
Com a campanha eleitoral em andamento e o primeiro turno marcado para 4 de outubro, os 1,74 milhão de eleitores aptos em Sergipe terão até a votação para conhecer candidatos, comparar propostas e avaliar trajetórias.
A eleição, no entanto, não definirá apenas nomes para ocupar cargos públicos. O voto escolherá os responsáveis por decisões que terão impacto direto sobre a vida da população.
No âmbito estadual, governador e deputados estaduais participarão da definição de políticas públicas, orçamento e prioridades para Sergipe. Já deputados federais e senadores terão atuação no Congresso Nacional, onde serão discutidas e votadas medidas que podem repercutir diretamente no Estado e no restante do país.
Diante de centenas de candidaturas e de diferentes projetos em disputa, a escolha do eleitor exigirá atenção. Mais do que memorizar nomes e números, será necessário comparar propostas, conhecer trajetórias e avaliar quem apresenta condições de representar os interesses da população.
Afinal, o resultado das urnas não produzirá efeitos apenas sobre quem vota. As escolhas feitas em outubro definirão quem tomará decisões que afetarão os mais de 2,2 milhões de sergipanos que vivem no Estado.








