Uma área equivalente a mais de 5 mil campos de futebol foi queimada em Sergipe no ano passado. O estado teve 3.840 hectares devastados pelo fogo. Isso representa um aumento de 72% em relação a 2023, quando a extensão foi de 2.229 hectares queimados.
Os dados são do MapBiomas, organização não governamental (ONG) que analisa dados mensais de queimadas no Brasil obtidos via satélite.
Em 2024, o município mais afetado pelo fogo foi Japaratuba, que registrou queimada de 411 hectares, seguido de Lagarto (287 hectares) e Nossa Senhora das Dores (267 hectares). A principal área afetada no estado foi a utilizada para a agropecuária, com 3.136 hectares — 81% do total.
A reportagem de Casa de Sopapo procurou a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) de Sergipe, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
Considerando a série histórica do MapBiomas, que tem início em 2019, em cinco anos o aumento de territórios queimados em Sergipe foi de 126%. Nesse período, foram 13 mil hectares destruídos pelo fogo.
Nordeste
Considerando a proporção territorial dos estados do Nordeste e a série histórica, Sergipe é o estado da região com menor número de hectares queimados a cada 100 mil, com cerca de 627. A análise dos dados foi feita pelo veículo Agência Tatu.
Nesse sentido, o Maranhão lidera entre as nove unidades federativas, com 30 mil hectares destruídos pelo fogo a cada 100 mil. O estado é seguido pelo Piauí, com 26 mil.
Em 2024, o Nordeste foi a única região que teve recuo no número de hectares queimados, passando dos 3,8 milhões de 2023 para 3,7 milhões. O Sudeste foi a que teve maior crescimento, com mais de 330%. Sul (210%), Centro-Oeste (200%) e Norte (66%) vêm logo depois.