O ex-deputado federal por Sergipe Bosco Costa (PL) utilizou a falta de transparência sobre a autoria de uma emenda parlamentar como defesa em uma acusação de corrupção apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ele e os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) são denunciados por desviar parte de R$ 6,6 milhões destinados à saúde do município de São José de Ribamar, no Maranhão, entre 2019 e 2020. Segundo a PGR, o grupo teria recebido de volta R$ 1,6 milhão.
A defesa de Bosco alega que não há documentos que comprovem sua autoria na emenda e que os depósitos citados na investigação não estão relacionados às verbas parlamentares.
A denúncia surgiu após o então prefeito da cidade relatar ameaças para devolver parte dos recursos. A Polícia Federal reuniu conversas, documentos e quebras de sigilo para embasar a acusação.
O caso será analisado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 25 deste mês, podendo tornar os envolvidos réus.
Diante de suspeitas envolvendo a destinação de emendas, o STF tem reforçado critérios de transparência para a liberação desses recursos, o que gerou atritos com o Congresso Nacional.a