A taxa média de desocupação (desemprego) no Brasil foi de 6,6% em 2024, a menor desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012.
O índice representa uma queda de 1,2 ponto percentual em relação a 2023 (7,8%). No trimestre encerrado em dezembro, a taxa ficou em 6,2%, mantendo-se estável em relação ao período de julho a setembro (6,4%).
A população ocupada atingiu o recorde de 103,3 milhões de pessoas, 2,6% a mais que em 2023. O nível de ocupação subiu para 58,6%, o maior da série histórica.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (31) pelo IBGE. A amostra analisou informações de 211 mil domicílios em 3.500 municípios.
Já o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 2,7%, alcançando 38,7 milhões, enquanto os empregados sem registro no setor privado também atingiram o maior patamar já registrado: 14,2 milhões.
A informalidade teve leve redução, passando de 39,2% em 2023 para 39% em 2024. O número de trabalhadores por conta própria atingiu 26,1 milhões, alta de 1,9% em relação ao ano anterior.
A taxa de subutilização, que inclui desocupados, subocupados e pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu para 16,2%, uma redução de 1,8 ponto percentual. O número de desalentados também recuou 11,2%, totalizando 3,3 milhões.