Entre os 3.481 professores que atuam em instituições de ensino superior em Sergipe, 1.175 se declaram pardos, e outros 109 se dizem negros – soma que representa 36% do total. Ou seja, um em cada cerca de três profissionais do setor no estado é negro.
Os dados são do último Censo da Educação Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e analisados pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública.
No entanto, 1.424 dos docentes em atividade não declararam cor ou raça, o que cria uma lacuna nos dados e impede uma análise mais precisa do quadro no estado.
O cenário coloca Sergipe à frente da proporção do Brasil, onde 21% do magistério do ensino superior é negro, ainda que a população negra do país seja de 55%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Retrato étnico e de raça
Dos 3.481, número que considera professores naturais do Brasil e estrangeiros (42), 748 declararam ser brancos. Amarelos foram 21, enquanto se disseram indígenas apenas quatro profissionais.
Apesar de ter maioria negra entre os que declaram cor ou raça – 331, em um universo de 1.768 professores –, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) tem 1.183 docentes que não declararam identidade étnico-racial, conforme o Censo.
Atrás apenas da UFS em número de professores ativos, com 648, a Universidade Tiradentes (Unit) teve apenas uma não declaração de cor ou raça. Na instituição, a maior parte dos docentes são negros (498 – cerca de 76%).