A Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania de Sergipe entregou 2,5 toneladas de alimentos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), beneficiando 60 famílias. A equipe também promoveu um grande momento de escuta com a comunidade, a fim de acolher as principais demandas e planejar políticas mais eficazes para os povos originários.
A programação contou com atividades voltadas para as crianças, incluindo escuta ativa, contação de histórias e brincadeiras, promovidas pela Diretoria de Atenção Integral à Primeira Infância da Seasic. A comunidade recebeu a equipe da Prefeitura de Pacatuba com rituais tradicionais, transformando o encontro em uma rica troca cultural.
A ação reforça o compromisso do governo em ouvir e apoiar os povos indígenas. Estar junto aos Fulkaxó é reafirmar que nosso trabalho é para todos os sergipanos, respeitando sua história, cultura e identidade”, disse Érica Mitidieri, secretária de Estado da Assistência Social.
Para ela, a escuta é fundamental para construir políticas públicas que atendam às reais necessidades da comunidade. “Concluímos a ação com a certeza de que precisamos avançar, fortalecer o PAA, ampliar os atendimentos e garantir cada vez mais dignidade para esses povos que resistem e preservam suas raízes”, enfatizou.
A comunidade
Os Fulkaxó são descendentes dos povos Furiô, Cariri e Xocó e mantêm viva a luta pela retomada de suas terras e a preservação de suas tradições. Para o cacique Tchydjo Ue, a visita chegou em boa hora. “Esse encontro veio em um momento importante porque estamos precisando. O que nos mantém de pé é o alimento. Então, temos muita gratidão”, destacou.
A liderança feminina da comunidade, Josete Cruz (Thydhya), reforçou a importância de iniciativas como essa. “Para nós, é a continuidade do nosso sonho, diante de toda a dificuldade da nossa luta, dificuldade financeira. Através de ajudas como a do PAA, conseguimos nos manter até hoje, e isso é muito importante para nosso povo”, pontuou.
O coordenador do PAA em Sergipe, Luiz Campos, destacou que a ação garante segurança alimentar para os povos tradicionais. “Reforça o compromisso do governo com a alimentação saudável e digna”, reiterou. Já a diretora de Segurança Alimentar e Nutricional da Seasic, Sabrina Oliveira, lembrou que esse trabalho é transversal. “É importante para mostrar o papel social da agricultura familiar, que os indígenas e quilombolas também integram”, completou.
(Com informações e imagem Ascom Seasic)








