Em Comissão do Senado, Alessandro defende justiça tributária e equilíbrio econômico

Para o parlamentar é preciso discutir uma meta de inflação realista sem sufocar a economia

“Economia é comida no prato do cidadão. Precisamos discutir o sistema tributário fora da disputa eleitoral, com serenidade e foco em soluções reais para o país”. A declaração é do senador por Sergipe, Alessandro Vieira (MDB/SE), durante debate na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e que contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O ponto central da discussão foi a redução do Imposto de Renda e o cenário fiscal do país.

Alessandro reforçou a importância de buscar justiça tributária e responsabilidade econômica, destacando que o debate precisa estar centrado no interesse dos cidadãos brasileiros. Ele elogiou a abertura ao diálogo e defendeu que o país avance em medidas que tornem a cobrança de impostos mais justa, cobrando mais de quem ganha mais e aliviando o peso sobre os trabalhadores.

“Eternamente no Brasil o pobre paga mais imposto que o rico. Essa é uma distorção que precisamos corrigir com coragem e compromisso. O objetivo é construir um modelo que fortaleça a confiança da sociedade e promova um Brasil mais justo e competitivo”, destacou.

O senador também aproveitou a sessão para propor três pontos centrais no debate econômico: a retomada da taxação de grandes rendas e setores bilionários; a revisão dos benefícios tributários concedidos a setores específicos da economia; e uma discussão técnica e suprapartidária sobre a meta de inflação do país.

“Não há sentido em abandonar o debate sobre a taxação de bancos, apostas e altas rendas, aquilo que ficou conhecido como taxação BBB (bancos, bets e bilionários). Esse tema precisa voltar à pauta com responsabilidade e visão de futuro. Só a tributação correta das bets pode gerar um adicional de R$ 30 bilhões em arrecadação anual, sem pesar no bolso do trabalhador”, afirmou.

Alessandro também defendeu a criação de um “gatilho de corte linear” nos benefícios fiscais concedidos pela União, para garantir equilíbrio fiscal e transparência na gestão pública. “Quando o país entrar em déficit, é justo que todos os setores contribuam de forma proporcional. É a maneira mais técnica e republicana de cortar privilégios e fortalecer o arcabouço fiscal. Só assim todos darão sua contribuição, inclusive com corte de emendas parlamentares”, explicou.

Ao final de sua fala, o senador fez um convite ao ministro Haddad e aos parlamentares para um debate técnico sobre a meta inflacionária brasileira, argumentando que o atual patamar de 3% é irreal e tem provocado uma política de juros excessiva. “Um país com números econômicos positivos não pode continuar refém de uma taxa de juros tão alta. Precisamos discutir uma meta de inflação realista, que permita o crescimento e o investimento produtivo, sem sufocar a economia”, concluiu.

(Com informações da Assessoria e imagem do Senado)

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