CPI do Crime Organizado inicia oitivas com cúpula da PF

Comissão visa apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias

Senador Alessandro cobra foco em facções e milícias Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realizou nesta terça-feira (18) sua segunda reunião, marcando o início das oitivas com a presença do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Augusto Passos Rodrigues. A reunião foi solicitada pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB/SE), através de Requerimento.

A CPI visa apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor.

Em seu questionamento, o senador Alessandro Vieira focou diretamente nas prioridades da Polícia Federal no enfrentamento a facções e milícias, destacando o objeto central da CPI que é o domínio territorial exercido por esses grupos. Andrei explicou que “o foco no combate ao crime organizado se sustenta em três pilares essenciais: descapitalização (ataque ao poder econômico); prisão de lideranças; cooperação interna e internacional”.

Mais recursos

Ele ressaltou, ainda, que em toda investigação contra o tráfico de drogas, por exemplo, a PF abre em paralelo uma investigação patrimonial para atacar o poder econômico das facções. Andrei informou, ainda, que o orçamento discricionário (custeio e investimento) da PF no ano passado foi de R$ 1,8 bilhão, cobrindo todas as despesas da instituição. Ele aproveitou a oportunidade para apelar ao Parlamento por mais recursos, sugerindo um aumento para ao menos R$ 2,5 bilhões na Lei Orçamentária Anual (LOA) em apreciação.

O diretor revelou, ainda, que a PF também enfrenta um efetivo considerado diminuto. “Dr. Andrei revelou que a “A corporação conta com menos de 13 mil policiais, embora o quadro legal seja de 15 mil. Ele mencionou que um concurso público autorizado pelo Presidente Lula, que começou a formar 2 mil novos policiais em janeiro, visa preencher o quadro completo até o final de 2026”.

A CPI, presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT/ES), tem 120 dias para concluir os trabalhos, investigando o modus operandi e a expansão de facções e milícias, com o objetivo de identificar soluções para o seu combate e aperfeiçoar a legislação brasileira.

(Com informações da assessoria de imprensa parlamentar)

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