O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) classificou como ” tentativa de ameaça”, a ação impetrada pelo escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O recebimento da intimação foi informada – nesta terça-feira – pelo próprio Alessandro em suas redes sociais. “O processo por supostos danos morais) é uma tentativa de ameaça, de intimidação com relação à minha atuação por parte dos ministros do Supremo continua”, disse o senador.
De acordo com Alessandro – que foi o relator da CPI do Crime Organizado no Senado Fedeeral – “o que eles (os autores da ação) alegam falsamente, é que eu teria dito que esse escritório recebeu dinheiro do PCC. Eu não disse isso. Em nenhum momento. Isso está gravado, está filmado. O que eu disse, e repito, é provado e confessado, é que eles receberam, sim, cerca de R$ 80 milhões do Banco Master, que hoje, nós sabemos, era um grupo criminoso”.
Em seu relatório, Vieira pediu o indiciamento dos ministros Alexandre Morais, Dias Toffolli e Gilmar Mendes, do STF, além do do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. O pedido foi baseado em supostos crimes de responsabilidade ligados ao caso Banco Master, mas foi rejeitado pela comissão em 14.
Intimidação
“E a intimidação, a tentativa de, através de processos, constranger, não vai parar o nosso trabalho, que é voltado aos interesses dos brasileiros, que merecem viver num país onde a lei seja igual para todos”, completou.
A fala do parlamentar faz referência a informações sobre repasses feitos pelo Banco Master ao escritório da esposa de Aleandre de Moraes, assunto que já havia sido documentado e reconhecido em investigações. “Em dezembro de 2022, o jornal O Globo revelou que o escritório Barci de Moraes tinha contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, prevendo remunerações mensais entre 2024 e 2025”, disse.
Os repasses foram interrompidos após a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central, em novembro do ano passado. Ele observou, ainda, que dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado apontam que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master entre os anos de 2024 e 2025.








