Oito candidatos ao Senado da República tiveram nomes confirmados durante as convenções partidárias encerradas ontem(5), conforme estabelece a Lei Eleitoral.
Eles concorrerão às duas vagas disponíveis nestas eleições.
Entre os postulantes, estão os atuais senadores Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB), cujos mandatos em curso se encerram em 31 de dezembro próximo.
As únicas mulheres que participarão do processo para a Senatória entram na condição de candidatas às pimeira e segunda suplências.
É o caso de Adriana Carvalho, primeira-dama de Nossa Senhora do Socorro – que está na compõe a chapa de Alessandro; Rebeka Maia, que estará com o delegado André David; Selma França, que é vereadora por Aracaju, está na chapa do ex-deputado federal André Moura; Glória Sena e Marina de Castro, que estão na disputa ao lado de Rodrigo Valadares; e Krisvania Barbosa, que está na chapa do coronel Rocha.
Atualmente, a bancada sergipana no Senado é formada por Laércio Oliveira (PP), cujo mandato segue até 2031, além de Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT), que encerram seus mandatos em janeiro de 2027 e tentam a reeleição neste ano.
Isso ocorre porque as eleições para o Senado seguem um sistema de renovação alternada: como o mandato de senador é de oito anos, a cada quatro anos são renovados, alternadamente, um terço e dois terços das 81 cadeiras da Casa.
Em 2026, estão em disputa duas vagas por estado, o equivalente a dois terços da composição do Senado. No próximo pleito majoritário, em 2030, será eleita apenas uma vaga para o Senado em cada estado, correspondente ao terço restante.
Conheça os candidatos:
Alessandro Vieira (MDB)
O senador Alessandro Vieira busca a reeleição em 2026 tendo Adriana Carvalho como primeira suplente e João de Solinha como segundo suplente. Antes de ingressar na política, construiu carreira como delegado da Polícia Civil de Sergipe.
No Senado Federal, ganhou projeção nacional por sua atuação em pautas de grande repercussão, como a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, a CPI do Crime Organizado e a relatoria do projeto que instituiu o Auxílio Emergencial durante a pandemia. Também é autor de iniciativas como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital.
Recentemente, voltou ao centro do debate político após críticas direcionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), episódio que resultou em uma ação judicial movida por familiares do ministro Alexandre de Moraes. A Justiça, no entanto, julgou a ação improcedente em favor do senador.
André David (Republicanos)
André David desponta como um dos nomes que mais chamam atenção na disputa pelo Senado Federal em Sergipe nas eleições de 2026. Liderando as pesquisas de intenção de voto neste momento, o candidato do Republicanos surge como uma das principais apostas do pleito, mesmo sem exercer atualmente um mandato eletivo.
Delegado de polícia de carreira, André David iniciou sua trajetória política em 2022, quando disputou pela primeira vez uma eleição para deputado federal e conquistou 31.597 votos. O desempenho nas urnas projetou seu nome no cenário político sergipano e abriu caminho para novos desafios.
Em janeiro de 2025, assumiu a Secretaria Municipal de Defesa Social e Cidadania de Aracaju, onde permaneceu até abril de 2026. À frente da pasta, ganhou visibilidade na área da segurança pública antes de deixar o cargo para disputar uma das duas vagas de Sergipe no Senado Federal.
Um dos principais nomes da chapa governista liderada por Valmir de Francisquinho, André David tem como primeira suplente Rebeka Maia e como segundo suplente Pedro de Lima.
André Moura (União Brasil)
André Moura construiu sua trajetória política com passagens pelos poderes Executivo e Legislativo. Foi prefeito de Pirambu por dois mandatos, entre 1997 e 2004, deputado estadual e deputado federal. Entre maio de 2016 e fevereiro de 2017, atuou como líder do governo Michel Temer na Câmara dos Deputados. Em 2018, disputou uma vaga no Senado, mas não foi eleito.
Também integrou a administração do Estado do Rio de Janeiro, onde foi secretário-chefe da Casa Civil entre 2019 e 2020 e secretário de Representação em Brasília entre 2023 e 2026, cargo do qual se afastou para disputar as eleições deste ano.
Ao longo da carreira, André Moura também foi alvo de condenações na Justiça. Em 2020, foi condenado por improbidade administrativa por utilizar recursos públicos para despesas pessoais, recebendo pena de suspensão dos direitos políticos por oito anos e determinação de ressarcimento ao erário. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal o condenou a oito anos e três meses de prisão pelos crimes de peculato, formação de quadrilha e desvio de recursos públicos em Pirambu. No mesmo ano, firmou acordo para devolver cerca de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos.
Nas eleições de 2026, André Moura disputa uma vaga no Senado na chapa majoritária encabeçada pelo governador Fábio Mitidieri. Seus suplentes são o presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Ricardo Vasconcelos, e Selma França.
Rogério Carvalho (PT)
Rogério Carvalho iniciou sua trajetória política no movimento estudantil durante o curso de Medicina na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Médico, é mestre e doutor em Saúde Coletiva.
Ao longo da carreira pública, ocupou cargos de destaque na área da saúde. Foi secretário municipal da Saúde de Aracaju entre 2001 e 2006 e, nas eleições de 2006, foi eleito deputado estadual para a legislatura de 2007 a 2011. Em seguida, deixou o mandato para assumir a Secretaria de Estado da Saúde, entre 2007 e 2010, a convite do então governador Marcelo Déda.
Em 2010, foi eleito deputado federal. Quatro anos depois, disputou uma vaga no Senado, mas não foi eleito. Conquistou o mandato de senador nas eleições de 2018, tomando posse em 2019.
Nas eleições de 2026, Rogério Carvalho disputa a reeleição ao Senado ao lado de André Moura na chapa do governador Fábio Mitidieri. Seus suplentes são Bruno Costa Nunes e Fabiano Oliveira.
Dr. Eduardo Amorim (Republicanos/PSDB)
Eduardo Amorim é médico formado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com especialização em Anestesiologia, e também graduado em Direito pela Universidade Tiradentes (Unit). Ingressou na vida pública como deputado federal, cargo que exerceu entre 2007 e 2010.
Nas eleições de 2010, foi eleito senador por Sergipe com 625.959 votos, tornando-se, à época, o candidato ao Senado mais votado da história do estado. Em 2014, disputou o Governo de Sergipe, mas foi derrotado pelo então governador Jackson Barreto.
Nas eleições de 2026, Eduardo Amorim disputa uma vaga no Senado na chapa majoritária encabeçada por Valmir de Francisquinho, tendo André David como companheiro de chapa. Seus suplentes são Adailton Sousa, primeiro suplente, e Danilo de Joaldo, segundo suplente.
Edvaldo Nogueira (PDT)
Edvaldo Nogueira iniciou sua trajetória política como vereador de Aracaju, eleito em 1988 e reeleito em 1992, período em que presidiu a Comissão de Finanças da Câmara Municipal. Em 2000 e 2004, foi eleito vice-prefeito na chapa de Marcelo Déda.
Com a renúncia de Déda para disputar o Governo de Sergipe, assumiu a Prefeitura de Aracaju em 2006, tornando-se o primeiro filiado ao PCdoB a governar uma capital brasileira. Em 2008, foi reeleito prefeito e permaneceu no cargo até 2012.
Após disputar, sem sucesso, uma vaga na Câmara dos Deputados em 2014, retornou à Prefeitura em 2017, após vencer Valadares Filho nas eleições de 2016. Em janeiro de 2020, deixou o PCdoB após 39 anos de filiação e ingressou no PDT. No mesmo ano, foi reeleito prefeito, exercendo o quarto mandato até dezembro de 2024.
Atualmente, Edvaldo Nogueira preside o PDT em Sergipe e disputa uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Seus suplentes são Joaquim Ferreira, primeiro suplente, e Geraldo Teixeira, conhecido como Teixeira Caminhões, segundo suplente.
Rodrigo Valadares (PL)
Rodrigo Valadares iniciou sua trajetória política em 2018, quando foi eleito deputado estadual de Sergipe pelo PTB com 15.221 votos. Antes de exercer mandato eletivo, atuou como assessor no Ministério de Minas e Energia durante o governo Michel Temer.
Em 2020, disputou a Prefeitura de Aracaju pelo PTB e terminou a eleição em terceiro lugar, com 28.598 votos, o equivalente a 10,89% dos votos válidos.
Nas eleições de 2022, foi eleito deputado federal pelo União Brasil com 49.696 votos, passando a representar Sergipe na Câmara dos Deputados durante a 57ª Legislatura (2023–2027).
Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Rodrigo Valadares é um dos principais nomes do bolsonarismo em Sergipe. Sua candidatura ao Senado em 2026 ocorre em um contexto de forte polarização política, em razão do apoio ao ex-presidente, que cumpre pena após condenação definitiva do Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. O STF reconheceu Bolsonaro como líder da organização criminosa responsável pela tentativa de ruptura da ordem democrática após as eleições de 2022.
Rodrigo compõe a chapa do candidato ao governo de Sergipe, Ricardo Marques (PL), ao lado do também candidato ao Senado Coronel Rocha. Tem como primeira suplente Maria da Glória Gomes Sena, indicada pelo partido, e como segunda suplente Marina Araújo Ferraz de Castro.
Coronel Rocha (PL)
Henrique Alves da Rocha, conhecido como Coronel Rocha, é coronel da Polícia Militar de Sergipe e doutor em Ciências Policiais de Ordem e Segurança Pública. Ao longo da carreira militar, atuou na Radiopatrulha, comandou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e exerceu a chefia do setor de inteligência da Polícia Militar de Sergipe.
Formado pela Academia de Polícia Militar do Paudalho, em Pernambuco, consolidou sua trajetória profissional na segurança pública antes de ingressar na política. Em 2022, foi pré-candidato ao Senado pelo Mobiliza.
Nas eleições de 2026, Coronel Rocha disputa uma vaga no Senado Federal pelo Partido Liberal (PL), compondo o palanque da direita em Sergipe ao lado de Rodrigo Valadares e do candidato ao governo Ricardo Marques. Seus suplentes são José Olivio Calasans do Nascimento, primeiro suplente, e Krisvania Barbosa da Silva, segunda suplente.
Eleições
As eleições de 2026 serão realizadas no dia 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Para o cargo de senador, não há segundo turno.








