Vai à sanção, PL que prioriza futebol feminino profissional na política esportiva nacional

Lei prevê criação de protocolos para combater ativamente a discriminação, a intolerância e a violência contra as mulheres no esporte

Os clubes terão 180 dias para se adaptar e deverão manter elencos femininos.

O Senado aprovou projeto de lei que incentiva o desenvolvimento do futebol profissional feminino (PL 4.578/2025). Os clubes terão 180 dias para se adaptar e deverão manter elencos femininos.

A proposta vai à sanção presidencial.

A iniciativa foi proposta pelo Poder Executivo e tem como foco a profissionalização e a equidade de oportunidades.

Diretrizes

projeto limita a inscrição de atletas não profissionais em competições oficiais. Na principal divisão nacional, o limite será de quatro atletas dessa categoria por equipe, com redução gradual até a total profissionalização da modalidade.

O texto prevê, ainda, a criação de protocolos para combater ativamente a discriminação, a intolerância e a violência contra as mulheres no esporte.

A medida abrange atletas, árbitras, treinadoras, torcedoras e demais profissionais.

De acordo com a proposta, aprovada ontem, serão estabelecidas diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil.

Além de dar prioridade ao futebol feminino, o PL exige a elaboração de um plano de legado social, esportivo e financeiro da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027, que será realizada no Brasil.

Acolhimento

A relatora, senadora Teresa Leitão (PT-PE), lembrou que o futebol feminino brasileiro não cresceu em terreno favorável e foi construído por mulheres que permaneceram na modalidade, apesar da escassez de recursos, da precariedade das estruturas e da resistência das instituições.

“O projeto merece pleno acolhimento. Seu ponto de partida é uma escolha clara: situar o desenvolvimento do futebol feminino entre as prioridades da política esportiva nacional”, disse.

A parlamentar afirmou ainda que a proposta reconhece a dimensão alcançada pela modalidade e oferece instrumentos para que seu crescimento deixe de depender de iniciativas dispersas e passe a integrar uma ação pública contínua. A relatora fez ajustes redacionais, segundo ela apenas para adequar termos do projeto aos de outras leis.

Igualdade salarial

O Ministério do Esporte deve promover condições favoráveis para o futebol feminino. Também deverá incentivar a igualdade salarial e a participação de mulheres na gestão do esporte e na arbitragem.

O projeto limita a inscrição de atletas não profissionais em competições oficiais. Na principal divisão nacional, o limite será de quatro atletas dessa categoria por equipe, com redução gradual até a total profissionalização da modalidade.

O texto prevê, ainda, a criação de protocolos para combater ativamente a discriminação, a intolerância e a violência contra as mulheres no esporte. A medida abrange atletas, árbitras, treinadoras, torcedoras e demais profissionais.

(Com informações e imagem da Agência Senado)

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