Alessandro Vieira aciona PF para apurar disparos em massa contra sua imagem

Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão a origem do material e quem determinou a distribuição

Senador quer saber quem está financiando a ação

A campanha do senador Delegado Alessandro Vieira (MDB), candidato à reeleição por Sergipe, identificou, desde quarta-feira (23), uma série de mensagens de propaganda eleitoral negativa distribuídas em massa pelo WhatsApp.

Segundo a campanha, o material está sendo documentado e será encaminhado à Polícia Federal (PF) para investigação da origem dos disparos e identificação dos responsáveis.

A equipe jurídica reúne prints, números utilizados, horários, destinatários e outras informações para preservar as evidências e contribuir com a apuração.

Até que a investigação apresente elementos técnicos, a campanha afirma que não atribuirá os disparos a pessoas, partidos ou candidaturas específicas. Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão a origem do material, quem determinou a distribuição, como os bancos de números foram obtidos, qual tecnologia foi utilizada e se houve eventual financiamento da operação.

O que diz a legislação eleitoral

A Resolução TSE nº 23.610/2019 proíbe a propaganda eleitoral por meio de disparo em massa de mensagens instantâneas sem o consentimento do destinatário ou mediante contratação de tecnologias ou serviços em desacordo com as regras dos provedores. A norma também define disparo em massa como uma estratégia coordenada de envio, compartilhamento ou encaminhamento de conteúdo para grande número de destinatários.

O caso agora deverá ser analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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Katia Santana

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