Parceria: Casa da Mulher Brasileira é inaugurada em Aracaju

A obra recebeu investimento total de R$ 6,72 milhões, sendo a maior parte oriunda de emendas destinada pela então senadora Maria do Carmo Alves (in memoriam)

Parceria com Governo Federal na proteção às mulheres

Uma unidade da Casa da Mulher Brasileira foi inaurgurada hoje (01) em Aracaju, no bairro Capucho. A solenidade contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e integra uma série de ações conjuntas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas no estado.

As instalações, feitas em parceria com o Governo federal teve reforça a política estadual de proteção, acolhimento e garantia de direitos das mulheres, concentrando em um único local serviços especializados de segurança pública, justiça, assistência social e saúde.

O governador Fábio Mitidieri ponderou que não dá para relativizar nem tolerar qualquer tipo de violência contra a mulher, e que a conscientização do combate à violência contra a mulher precisa ser mais do que uma política pública, tem que ser uma consciência social.

“A Casa da Mulher Brasileira reúne Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública, Governo e diversos órgãos em um único ambiente para oferecer acolhimento, proteção e toda a atenção necessária às mulheres. Nós não podemos normalizar a violência. Depois de um feminicídio, prender o assassino não devolve a vida. Precisamos agir antes, conscientizando a sociedade e fortalecendo a prevenção. Nosso objetivo é zerar os casos de feminicídio, e esse desafio é de toda a sociedade. Aqui, as mulheres terão um espaço funcionando 24 horas por dia, onde poderão encontrar apoio, proteção e todos os serviços necessários para romper o ciclo da violência”.

“Esta é a 13ª Casa da Mulher Brasileira entregue pelo Governo Federal e estou muito feliz, porque este não é apenas um prédio, mas um espaço de acolhimento, valorização e cuidado das mulheres sergipanas. Nosso objetivo é o feminicídio zero. Não queremos nenhuma mulher morta por ser mulher, nem qualquer tipo de violência. O grande diferencial desta unidade é reunir, em um só lugar, atendimento psicossocial, delegacia, Ministério Público, Patrulha Maria da Penha, IML e outros serviços essenciais. Além disso, a Casa contará com ações voltadas à autonomia econômica das mulheres, porque quando uma mulher tem independência financeira, ela ganha mais força para romper ciclos de violência e reconstruir sua vida”, ressaltou a ministra.

Diferencial

Um dos principais diferenciais da unidade sergipana é o pioneirismo nacional ao incorporar o atendimento do Instituto Médico Legal (IML) dentro da própria estrutura. A iniciativa permitirá mais agilidade nos procedimentos, redução da revitimização, acolhimento humanizado e preservação da dignidade das mulheres em situação de violência.

Com funcionamento 24 horas por dia, todos os dias da semana, a Casa da Mulher Brasileira reunirá acolhimento e triagem, atendimento psicossocial, Delegacia Especializada da Mulher, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública, Ronda Maria da Penha, Instituto Médico Legal, Instituto de Identificação, central de transportes, alojamento de passagem, cuidoteca e serviços voltados à promoção da autonomia econômica das mulheres.

Investimento

A obra recebeu investimento total de R$ 6,72 milhões, sendo R$ 6.720.127,00 oriundos de emendas parlamentares da ex-senadora Maria do Carmo Alves (in memoriam). A estrutura foi construída em uma área total de 3.374,24 metros quadrados, com 1.423 metros quadrados de área edificada. 

Com o anúncio de ampliar o número de linhas de ônibus até a Casa da Mulher brasileira, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, compareceu ao evento. “A defesa da mulher exige a união de todas as instituições em torno de um objetivo maior, que é proteger, acolher e cuidar de quem sofre qualquer tipo de violência”.

Além da proteção imediata às vítimas, a Casa da Mulher Brasileira atuará na promoção da autonomia econômica feminina por meio de ações de qualificação profissional, educação financeira, empregabilidade, inclusão produtiva e geração de renda. A unidade também dispõe de espaço infantil para crianças de até 12 anos e alojamento emergencial destinado a mulheres em risco iminente de morte.

A coordenadora do Programa Ronda Maria da Penha, da Polícia Militar de Sergipe, Tenente Vitória Silva, destacou a importância da integração dos órgãos que atuarão na Casa da Mulher Brasileira e reforçou o papel da corporação na proteção das vítimas de violência doméstica. “A inauguração da Casa da Mulher Brasileira representa um momento histórico, porque concretiza a integração entre os governos federal e estadual no enfrentamento à violência contra a mulher. A Ronda Maria da Penha vem para reforçar a atuação da Polícia Militar, trabalhando nos eixos preventivo, educativo e de proteção previstos na Lei Maria da Penha. Além de promover palestras e aproximar a comunidade dessa luta, faremos o acompanhamento e a fiscalização das medidas protetivas, garantindo segurança às mulheres que denunciam e rompem o ciclo da violência”.

A rede integrada de atendimento reúne órgãos como a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Secretaria da Segurança Pública (SSP), Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Ministério Público, Defensoria Pública, Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem) e Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc).

(As informações e imagem são da Secom/SE)

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Katia Santana

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