A Petrobras aprovou a Decisão Final de Investimento (FID) para o desenvolvimento do segundo módulo do projeto Sergipe Águas Profundas (Seap II), localizado na Bacia Sergipe-Alagoas. A confirmação marca um passo decisivo para a expansão da produção nacional de gás natural e reforça o protagonismo de Sergipe no cenário energético brasileiro.
O Governo, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), acompanhou de forma ativa e estratégica todo o processo, atuando na articulação institucional e na mobilização de diferentes frentes para viabilizar o avanço do projeto.
Considerado estratégico para o país, o Seap amplia a oferta de gás natural nacional, contribui para a segurança energética e consolida Sergipe como uma nova fronteira relevante de produção de energia. Para o Governo do Estado, a aprovação da FID representa um marco histórico e um vetor fundamental para o desenvolvimento econômico, geração de empregos e atração de novos investimentos.
Ao longo das etapas do projeto, o Estado atuou como interlocutor permanente, mantendo diálogo contínuo com a Petrobras e articulando ações junto a órgãos federais, como o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reforçando o compromisso com um ambiente institucional favorável ao crescimento sustentável.
“O Governo de Sergipe entende a importância estratégica do Sergipe Águas Profundas para o Brasil e, sobretudo, para o nosso estado. A Sedetec esteve presente, dialogando, acompanhando as operações e articulando esforços para garantir segurança institucional e previsibilidade ao projeto. A manutenção do prazo de 2030 é resultado desse trabalho conjunto e reafirma Sergipe como protagonista na agenda energética nacional”, destacou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa.
O projeto Seap II contempla jazidas de óleo leve localizadas nos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, a aproximadamente 80 quilômetros da costa. As áreas estão inseridas nas concessões BM-Seal-4, BM-Seal-4A e BM- Seal -10. A Petrobras opera a BM- Seal-4 com 75% de participação, em parceria com a ONGC Campos Limited (25%), e detém 100% das concessões BM- Seal-4A e BM- Seal-10.
A contratação da FPSO (Floating Production, Storage and Offloading) se dá no modelo BOT (Build, Operate and Transfer), com capacidade para produzir até 120 mil barris de óleo por dia e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. A expectativa é que a negociação seja concluída no primeiro semestre de 2026, garantindo o início da produção dentro do cronograma estabelecido no Plano de Negócios 2026–2030 da companhia.
Além do Seal II, a Petrobras também desenvolve o projeto Sergipe Águas Profundas Módulo 1 (Seal I), que inclui os campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Cavala e Palombeta, nas concessões BM- Seal-10 e BM- Seal-11. Neste caso, a estatal opera a BM- Seal-11 com 60% de participação, em parceria com a IBV Brasil Petróleo Ltda (40%), e mantém participação integral na BM-Seal-10.
Com potencial de oferta de até 18 milhões de metros cúbicos de gás por dia, os projetos representam uma nova e robusta frente de investimentos, gerando oportunidades econômicas e tecnológicas para Sergipe. Também marcam um avanço inédito no país, com a implantação de sistemas de produção em águas ultraprofundas, acima de 2.500 metros, podendo alcançar até 3 mil metros de profundidade, incorporando tecnologias de última geração.
(Com informações e imagem da Secom/SE)








